quarta-feira, 12 de julho de 2017

Wagner Moura temeu dar 'desgosto' para o pai ao escolher a profissão de ator

No 'Conversa com Bial' desta terça-feira (11/7), o ator relembra teste na Globo e confessa que já recusou convites de Hollywood.

Aos 41 anos, com reconhecimento nacional e internacional, o ator Wagner Moura experimenta o posto de diretor de cinema, fala da nova experiência e assume, apesar de prezar a privacidade, não separar sua vida privada da pública. Ainda no bate-papo, do Conversa com Bial desta terça-feira (11/7), o artista diz ter feito jornalismo para 'acalmar' o coração do pai, que era militar. 


Interpretação de Pablo Escobar

“Viro outra coisa quando falo espanhol, para mim foi dificílimo, foi a coisa mais difícil que já fiz. Tinha cinco ou seis meses. Tentei adiantar o processo no Brasil. Fui para Colômbia sozinho e fiquei estudando lá. A língua espanhola me deu um sentimento de pertencimento a uma cultura. Falamos português e me senti pela primeira vez latino”

Preparação para o personagem

“Engordei 20 quilos, dos quais ainda não me livrei. Quando acabei, fiz uma superdieta, queria me livrar da barriga, mas queria tirar aquela energia. Eu fiz uma dieta vegana, sem carne e perdi uns 13 quilos ou 14. Já retomei uns 5 ou 6 (risos)"



Entrada na Globo

“Quando fui cadastrado na Globo, eu fui fazer o cadastro e a moça do cadastro saiu e o Lázaro (Ramos) mexeu na ficha para ver como a gente tava. Tinha 'tipos'... Tinha um X nas nossas caras, mas acho que era um elogio"

Medo da profissão

“Meu pai não era o perfil clássico de militar, ele saiu no pau de arara do nordeste e veio para o Rio lavar prato. Ele entrou nas Forças Armadas e entrou como sargento, mas foi sempre ligado à literatura. Ele sempre gostou muito de ler. Eu gosto muito de ler e meus filhos ainda não embalaram nisso, talvez por causa da tecnologia”


A escolha do jornalismo

“Quando resolvi ser ator eu não joguei no colo demais do meu pai porque ele se esfolou muito para eu estudar. Eu me sentia muito ‘vou dar um desgosto muito grande para esse homem’. Daí escolhi o jornalismo. Ele viveu para ver que o teatro e o trabalho de diretor me completavam, me faziam bem”

Wagner Moura luta contra o trabalho escravo no país

“O Brasil é um dos países que mais combate o trabalho escravo. Essa nossa definição é uma das mais modernas do mundo e está em cheque. Eu vou fazer de tudo para não deixar”



O sonho do cinema

“Eu queria trabalhar na Globo, mas queria mesmo fazer cinema. Queria ser um ator de cinema. Mas queria fazer uma novela também, queria que meu pai visse em Salvador, na Bahia”

Ficou estigmatizado por causa do personagem?

“É possível, é o personagem que as pessoas mais se referem. Isso é normal, é um personagem muito forte de fato e teve um tamanho muito grande, nunca vi como um problema. Sei que sou um ator que consigo fazer coisas diferentes. O meu critério hoje é o que aquilo vai acrescentar na minha vida”

Negação a Hollywood

“Eu nego um monte de coisa que me chamam para fazer, depois do Pablo então. O que eu quero fazer é trabalhar personagens latinos que não reforcem estereótipos”

Ficou estigmatizado por causa do personagem?

“É possível, é o personagem que as pessoas mais se referem. Isso é normal, é um personagem muito forte de fato e teve um tamanho muito grande, nunca vi como um problema. Sei que sou um ator que consigo fazer coisas diferentes. O meu critério hoje é o que aquilo vai acrescentar na minha vida”

Negação a Hollywood

“Eu nego um monte de coisa que me chamam para fazer, depois do Pablo então. O que eu quero fazer é trabalhar personagens latinos que não reforcem estereótipos”

Vida privada x pública

“O homem que sou e o artista são a mesma coisa, não vejo muita separação. Preso privacidade, mas sou artista”
E não esqueça: o Conversa com Bial vai ao ar de segunda a sexta, após o Jornal da Globo, e você pode rever tudo na íntegra no Globo Play. Acompanhe a atração também no Facebook e no Instagram

Fonte: GShow



terça-feira, 11 de julho de 2017

Conversa Com Bial - Wagner Moura

Wagner Moura promete fazer um 'superfilme' como diretor.



No Conversa com Bial desta terça-feira (11/7), o ator e agora também diretor Wagner Moura faz uma retrospectiva de sua carreira, relembra sua entrada na Globo, comenta o possível estigma deixado pelo famoso Capitão Nascimento e assume dispensar alguns convites de Hollywood.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mais uma nota de esclarecimento



O Blog Oficial Wagner Moura nasceu do sonho de uma fã (Carol Monteiro) em ajudar a divulgar o trabalho de um ator, até então desconhecido, que ela admirava o trabalho. Não havia nada sobre ele na imprensa. Ele era apenas alguém no elenco de alguma peça que na maioria das vezes nem era citado.
O blog então começou a publicar as notas dos trabalhos que ele fazia e dando os devidos créditos a fonte, reescrevia a nota dando destaque ao nome dele.
O tempo aproximou Wagner da equipe do blog e o que era coisa de fã para ajudar a divulgar um artista, virou uma história de carinho entre a equipe e o Wagner.
No tempo que ninguém sabia como usar blog, e também, não havia a febre de todo mudo querer 5 minutos de fama na internet, fomos pioneiras em buscar contato com a assessoria e juntos, nós, Wagner e as pessoas responsáveis por cuidar da carreira dele, pensarmos em como tornar o blog uma fonte segura e de credibilidade para as poucas pessoas que curtiam o trabalho dele. A ideia era um “boca a boca” virtual de um pequeno grupo que se conhecia por admirá-lo e buscava junto replicar informações. E assim ficou determinado que por uma questão ética, de credibilidade, respeito e carinho só seriam postadas no blog notícias oficiais que circulassem partir do Wagner e sua assessoria, não seria cedido espaço para repercutir fofocas, especulações e flagras de paparazzi.
Até hoje o espaço do blog destina-se ao Wagner pessoa pública. Não nos interessa expor o que Wagner não deseja. Desta forma, retribuímos o carinho e atenção que recebemos preservando tudo aquilo que ele prefere que seja privado. Nosso objetivo não é ter “likes”, seguidores, status ou fama. O blog é oficial por manter esses limites éticos e morais. Outro tipo de foco sobre o Wagner, vocês acham em qualquer lugar. Aqui é para quem sabe como ser fã respeitosamente.

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The “Oficial Wagner Moura blog” (deixamos assim para ficar mais fácil na busca) was born from a fan's dream to help publicize the work of a previously unknown actor that she admired. There was nothing about him in the press. He was just someone in the cast of some play that most of the time he was not even mentioned. Then, the blog began to publish the note of his works, giving credits to the source, rewriting the note and giving prominence to his name. Time approached Wagner to the blog team and what was a fan-thing to help an artist became a story of affection between the team and Wagner. In the time that no one knew how to use blog and there wasn't the fever of having 5 minutes of fame on the internet, we were pioneers in getting in touch with the press office and along with Wagner and the people responsible for taking care of his career, thinking about how to make the blog a safe and credible for the few people who enjoyed his work. The idea was a virtual word-of-mouth of a small group who knew each other from the same admiration and sought together to replicate information. And so it was determined that for an ethical, credible, respectful and affectionate question, only official news circulating from Wagner and his advisors would be posted on the blog, there would not be given space to gossip, speculation and paparazzi. To this day, the space of the blog is intended for Wagner public person. We are not interested in exposing what Wagner doesn't want. In that way, we return the affection and attention we receive preserving everything he prefers to be private. Our goal is not to have likes, followers, status or fame. The blog is official for maintaining these ethical and moral limits. Another type of focus on Wagner, you would find it anywhere. This one is for anyone who knows how to be a respectful fan.


Por: Paula Andréia
Equipe do Blog: Carol Monteiro, Paula Andréia e Gabi Marques
Nossas Redes Sociais:
Fanpage Facebook https://www.facebook.com/oficialwagnermoura/


terça-feira, 4 de julho de 2017

sábado, 1 de julho de 2017

Wagner Moura fala sobre infância pobre e 'escravidão' no interior da Bahia

'As pessoas não têm ideia de que a escravidão existe', disse o ator baiano em entrevista à Reuters.

O ator baiano Wagner Moura, 41 anos, contou histórias sobre sua infância pobre no interior da Bahia e sobre como o Brasil trata do tema do trabalho escravo, em entrevista à agência de notícias Reuters. Moura, que ficou famoso no Brasil por peças teatrais, novelas e filmes, agora é é embaixador da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ganhou notoriedade mundial ao estrelar a série 'Narcos' (Netflix), interpretando o narcotraficante colombiano Pablo Escobar.
O baiano contou que viu a escravidão ao seu redor, mas como muitas pessoas, ele acreditava ser normal. "Eu cresci testemunhando muitas pessoas trabalhando em condições horríveis e não sendo pagas, trabalhando por comida ou um lugar para dormir. Eu cresci pensando que esse tipo de coisa era normal", disse à Reuters. 



O ator baiano Wagner Moura, 41 anos, contou histórias sobre sua infância pobre no interior da Bahia e sobre como o Brasil trata do tema do trabalho escravo, em entrevista à agência de notícias Reuters. Moura, que ficou famoso no Brasil por peças teatrais, novelas e filmes, agora é é embaixador da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ganhou notoriedade mundial ao estrelar a série 'Narcos' (Netflix), interpretando o narcotraficante colombiano Pablo Escobar.
O baiano contou que viu a escravidão ao seu redor, mas como muitas pessoas, ele acreditava ser normal. "Eu cresci testemunhando muitas pessoas trabalhando em condições horríveis e não sendo pagas, trabalhando por comida ou um lugar para dormir. Eu cresci pensando que esse tipo de coisa era normal", disse à Reuters. 


terça-feira, 27 de junho de 2017

Feliz aniversário Wagner Moura!



O Blog Oficial Wagner Moura está em festa!  Wagner completa hoje mais um aniversário e para comemorar destacamos de forma breve algumas conquistas que fazem dele esse artista brilhante e nos deixa cada vez mais fã.

Outras tantas conquistas te esperam. Portanto, siga contado o que de fato vale à pena, as marcas que deixamos pela vida!

Carol e Paula

terça-feira, 6 de junho de 2017

Wagner Moura conta sobre sua estreia como diretor em filme sobre Marighella



Wagner Moura esbanja carisma e desperta um certo frenesi por onde passa. O ator chegou cedo na Academia Internacional de Cinema do Rio de Janeiro (AIC), no último dia 16 e, sem nenhuma cerimônia, sentou-se ao lado do público para assistir ao filme “Cidade Baixa”. Ele não via o longa desde 2005, quando o título foi lançado, por isso quis assistir novamente. Quando começou o bate-papo disse que ficou mexido: “Fiquei muito emocionado de rever ‘Cidade Baixa’, quero que meu filme, sobre o Marighella, tenha essa mesma energia vital”, disse.

Com estúdio cheio, o ator contou sobre sua estreia como diretor em filme sobre o guerrilheiro Marighella
Estreia na Direção em filme sobre Marighella
Com mais de 20 filmes no currículo, muitas séries e algumas novelas, Wagner Moura dispensa apresentações. Mas, o que pouca gente sabe, é que o ator se prepara para sua estreia como diretor. Em setembro ele dirige seu primeiro longa, um filme de ficção sobre o guerrilheiro e inimigo número um da ditadura militar, Carlos Marighella, baseado no livro do jornalista Mário Magalhães.
Durante o bate-papo na AIC, que fazia parte da programação da 12ª Semana de Orientação, Wagner falou sobre o filme, que ainda está em fase de pré-produção, sofrendo ajustes finais no roteiro.
Amigo de Maria Marighella, neta do militante comunista, o ator diz que sempre sentiu muito interesse pela história de Marighella. “Tudo começou pela vontade de devolver a história para um personagem tão importante. Sinto imenso interesse por pessoas que lutaram e resistiram à ditatura. Além da grande história, ele também é baiano, como eu, e um personagem instigante que tem um lado que poucos conhecem, ele não era um guerrilheiro clássico como Luiz Carlos Prestes ou Che Guevara, ele era uma figura interessante, poeta, engraçado, tinha muito senso de humor e um lado sedutor”, conta Wagner.
Consciente de que escolheu um tema difícil para sua estreia, quer que o processo de feitura do filme seja de muito aprendizado. Contagiado pelo cinema de José Padilha, Wagner pretende fazer um filme de ação e deseja que o filme seja popular e atinja o maior número de pessoas possível.
Acredita que dirigir, depois de tanto atuar, foi algo orgânico, que aconteceu naturalmente. “Sempre tive curiosidade de saber o que acontece além das cenas vividas pelo ator. Foi por conta dessa curiosidade que aos poucos entendi a função de cada um no SET, acho que a direção surge de forma natural”.
Referências e Influências
 
Questionado sobre suas maiores referências, Wagner traz à tona uma dezena de nomes do cinema nacional e destaca algumas parcerias. “Tenho muitas, mas acho que as mais fortes e presentes são o meu amigo e irmão Lázaro Ramos, o Zé Padilha, pelas suas escolhas estéticas e políticas e o diretor Karin Aïnouz, todos eles grandes profissionais com quem aprendo sempre”, elogiou o ator ao contar que mandou o roteiro do filme para os dois diretores.
“Se tem uma coisa que eu gostaria é conseguir dirigir o meu filme com o que eu aprendi com cada um deles”. E brincou, “Imagina conseguir juntar a sensibilidade e a poesia dos filmes do Karin com o cinema político de ação do Padilha? Nossa, eu seria o diretor mais foda do mundo”, falou arrancando risos da plateia.
Aproveitando os risos, emendou mais uma piada entre ele e o amigo, o diretor José Padilha: “Quando perguntei para o Zé se ele achava que eu teria capacidade para dirigir ele me respondeu: cara, tendo um bom roteiro, bons atores e uma boa equipe, qualquer um dirige um filme”.
Todo personagem é desafiador
 
Wagner falou sobre sua carreira e atrela sua ascensão no cinema à sorte, já que veio para o Rio em um momento de retomada do cinema nacional. “Viemos eu, Lázaro (Ramos) e Vladimir (Brichta) da Bahia, no final da década de 1990 e estávamos em cartaz com a peça ‘Máquina’ e o cinema estava buscando rostos diferentes dos que estavam na televisão. Buscando uma identidade”, conta.
O ator contou que aprendeu muito em um dos seus primeiros filmes, “Em ‘Deus é Brasileiro’ recebi muitas dicas e aprendi muito com os câmeras, que me ensinavam a atuar no SET, representar para a câmera e sair da forma do teatro”.
Sobre preparação de atores, Wagner acha que toda ajuda é sempre bem-vinda, seja da equipe, do diretor ou de um preparador de elenco. “Nós atores temos o péssimo hábito de culpar o diretor quando o nosso trabalho não fica bem feito. A gente tem a obrigação de criar, de fazer bem o nosso trabalho, de dar o melhor de si, sempre, independente da preparação ou da direção”.
Qual o personagem mais desafiador que já fez? Ele é enfático ao dizer: TODOS. “Tudo que eu faço eu acho que é a coisa mais difícil da minha vida e me empenho muito para me superar. Artista tem que ter coragem, não pode se esconder”.
Wagner fala ainda que para cada personagem existe um processo de pesquisa, de estudo, de criação etc. Para viver Pablo Escobar em “Narcos” ele se mudou para a Colômbia cinco meses antes de começarem as gravações e estudou espanhol além de muita história do país. Já em “Tropa de Elite” foi um processo de muito improviso onde muitas cenas foram criadas na hora.
“O instrumento do ator é o próprio corpo. O nosso trabalho acontece no nosso corpo e o grande lance é que o corpo tem memória. O corpo não sabe que você está interpretando. Você faz uma cena forte e depois vai tomar um copo de água e percebe que sua mão está tremendo. Você dá informação para o seu corpo e ele não sabe que tudo aquilo é mentira. Então aquilo tudo fica em você. Por isso os personagens afetam sim, e muito, a vida do ator”, conta Wagner. 


Diferenças entre atuação para Teatro, TV e Cinema
Ainda sobre atuação, Wagner fala um pouco sobre as diferenças entre atuar em teatro, televisão e cinema: “O teatro é uma labuta diária, é todo dia fazendo todas as cenas com veracidade. A TV é ágil, não dá tempo para o ator errar. Ainda mais agora que a TV Globo aumentou muito a qualidade do que produz, que ela se deu conta de que precisa produzir para concorrer com os canais pagos, com o Netflix. Já o cinema a gente tem um pouco mais de tempo. O cinema é um grande processo. ”
Wagner finalizou contando um pouco sobre as diferenças de atuar aqui no Brasil e fora do país, sobre seu engajamento político e o compromisso do artista com a sua arte. Deixou o estúdio da AIC só por conta do horário que teimava em avançar no relógio, pois, se dependesse dos participantes e de suas perguntas afiadas, ficaríamos ali o resto da noite aprendendo com os ensinamentos do grande ator e curtindo suas histórias.

*Crédito fotos: Ricardo Aleixo

Fonte: AiCinema